Imagine que seu filho está doente. Não é nada grave, mas ele não está bem. Pode ser que esteja com uma febre, talvez coriza,
eventualmente tossindo. Talvez só esteja um pouco mais manhoso, irritado, sem o apetite habitual. Brinca, mas está mais impaciente, chorando sem motivo aparente. Preocupada, leva-o ao pediatra que, após ouvir atentamente à história, lhe perguntar algumas coisas para ajudá-lo a esclarecer pontos que não tinham ficado claro e fazer um exame físico minucioso, lhe diz- não é nada grave, nada sério. Parece algo inespecífico, pelo menos por enquanto. Vamos acompanhar mais uns dias, me mantenha informado e, se houver qualquer alteração, gostaria de revê-lo.
Qual seria a sua reação o o que perguntaria ao seu pediatra? Vou tentar adivinhar, algumas das possíveis perguntas:
Doutor, mas ele não quer comer nada. Vai emagrecer demais. O que eu faço?
Doutor, não seria bom pedir logo um exame de sangue?
Doutor, o senhor não acha melhor entrar logo com antibiótico?
Doutor, será que não tem um remédio que possa ser dado?
Agora, vamos supor que o médico lhe diga algo como: tenho duas opções a lhe oferecer. A primeira é um medicamento que é totalmente sem efeitos colaterais, cuja eficácia, para este caso, é comprovada e a segunda é um medicamento com potenciais efeitos colaterais e eficácia incerta, para este caso. Qual medicamento você escolheria? O primeiro ou o segundo?
Agora, vamos supor que o seu pediatra lhe dissesse- o primeiro medicamento é paciência. Paciência não é não fazer nada, deixar de lado. Paciência é ficar atenta, oferecer líquidos, repouso e carinho. O segundo medicamento é um xarope ou gotas. Agora, qual seria a sua escolha?
Por favor me mande sua escolha, com uma justificativa. Pretendo continuar o tema no próximo post e seria muito interessante contar com a participação de um bom número de pais.